quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Campanha promove ações de reflorestamento em regiões de MG, que foram devastadas pela mineração


Criado em 2001, o programa Carahá de Cara Nova é direcionado a educação ambiental, a partir da necessidade de se colocar em pauta a preservação do meio ambiente, selecionando como bandeira e símbolo desta iniciativa o Rio Carahá que percorre toda a cidade de Lages. Diante dessa perspectiva, Carahá de Cara Nova, se prontificou a participar da campanha Plante Uma Árvore da Floricultura Ikebana Flores, idealizada em parceria com o Coletivo Cirandar, campanha que tem sido abraçada por blogueiros e sites de todo o território brasileiro.

Chegando a uma média de 500 textos publicados, em site como o SOS MATA ATLÂNTICA, cada texto sobre a campanha se converteu em uma muda nativa plantada em um local devastado pela mineração, na Serra do Gandarela, localizada a 40 km de Belo Horizonte – MG, entre a Serra da Piedade e a Serra do Caraça. Gandarela está ameaçada devido ao monopólio do minério de ferro, por ser uma grande extensão ferruginosa, um dos maiores quadriláteros ferríferos do Brasil.

Visando fomentar discussões sobre a mineração e suas consequências, trazendo voluntários durantes as ações de plantios, para que ocorra um agente interno transformador em cada cidadão que ao tocar terra perceba a importância dessa ações para o meio ambiente e para a Serra,  estamos nos mobilizando mais uma vez.

A cada postagem a respeito desta campanha, uma árvore nativa será plantada pela própria Ikebana Flores e voluntários, em um local próximo a região devastada pela mineração, na região de Rio Acima –MG, uma das cidades que atravessa o Gandarela.

Confiram o Mapeamento das áreas dos plantiosrealizados e as fotos do último plantio:




Além da campanha, a floricultura Ikebana Flores está doando mudas do cerrado, basta comparecer na Av. Getúlio Vargas, 1697 - Funcionários - 30.112-021, Belo Horizonte, Minas Gerais. Próximo à Savassi. 

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Vamos comemorar o Dia da Árvore?


O bioma Mata Atlântica é considerado Patrimônio Nacional pela Constituição Federal Brasileira, abrangendo total ou parcialmente 17 estados brasileiros (cerca de 3.410 municípios) numa extensão de 1.306.451 km². É formado por um mosaico com diferentes formações florestais e ecossistemas associados que se distribuem em diversos tipos de relevo e solo, todos característicos deste bioma.

Mas, o que é um bioma? O termo bios quer dizer vida e oma significa conjunto ou grupo. Bioma pode ser definido como uma área do espaço geográfico que se caracteriza por um clima, formação vegetal, fauna e outros organismos vivos associados; e de outras condições ambientais, como a altitude, o solo, alagamentos, a salinidade, entre outros.

Mas, desde o descobrimento do Brasil no ano de 1500 até os dias atuais, a paisagem do bioma Mata Atlântica foi pouco a pouco se modificando. Um dos motivos é que grande parte das iniciativas de ocupação e expansão urbana se deram justamente na faixa costeira. Foram séculos de desmatamento para o uso da madeira, de ocupação do solo para agricultura e de crescente surgimento de cidades. Essas ações humanas, que se mantiveram por séculos, resultaram no empobrecimento e transformação das paisagens originais.

 A Mata Atlântica nos dias atuais está bastante fragmentada e tem apenas 8% de sua vegetação original. Atualmente, na área de distribuição do bioma Mata Atlântica vivem cerca de 120 milhões de pessoas, muito mais da metade da população brasileira.

A severa redução do bioma Mata Atlântica em todo o Brasil tem colocado em risco a imensa riqueza biológica e seus altos níveis de endemismo (animais e plantas encontrados apenas neste bioma).
O Estado de Santa Catarina ocupa 95.985 quilômetros quadrados e está totalmente inserido no domínio da Mata Atlântica. Originalmente, as formações florestais preenchiam 85% do território do Estado, ou seja, 81.567 quilômetros quadrados. Os 15% restantes eram ocupados por outras formações vegetais, como por exemplo, os campos de altitude, as restingas e os manguezais.


Fonte: Mata Atlântica: o bioma onde eu moro / textos: Cristina Santos e Emílio Takase.

Lenda da Gralha Azul e Araucária de garrafa pet

Hoje, dia 21/09 comemoramos o Dia da Árvore e em complemento ao informativo do Lendo e Relendo, postamos a Lenda da Gralha Azul e também o passo a passo da Araucária de Garrafa pet, uma excelente atividade pra fazer em sala de aula.
Vale lembrar que a Araucária é a árvore símbolo do nosso bioma, a Mata Atlântica e  a única espécie de pinheiro nativa do Brasil.




Para fazer a Araucária, você vai precisar de:
- 2 garrafas pets verdes (01 de 2 litros e 01 de 1 litro ½);
- Papelão;
- Papel seda cor verde;
- Cone de papelão;
- Fita adesiva e tesoura.
- Tinta guache marrom e pincel
- Caixa de papelão pequena
1. Corte o fundo da garrafa pet. Em seguida corte tiras com 15cm de comprimento por 1 cm de espessura em toda a borda







2. Dobre as tiras conforme a figura.

3. Corte quadrados de 12 cm X 12cm de papel seda verde, amasse e cole com fita dupla face na ponta de cada tira.

4. Com o papelão faça um cone para ser o tronco da araucária. Repita o processo com a pet de 2 litros. Sobreponha uma a outra.
                  

5. No cone de papelão faça umas ranhuras. E sobreponha ao cone de papelão. Na caixa de papelão faça um furo da espessura do cone e encaixe como base, se preferir pinte de cor marrom.
 6. Árvore finalizada 








sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Poesia feita por estudante sensibiliza sobre a situação do Rio Carahá

Confira o vídeo da poesia da estudante da Emeb Nicanor Rodrigues Goulart, que fica próxima ao rio Carahá na cidade de Lages. 
O objetivo da atividade era que os estudantes desenvolvessem textos falando sobre a situação que se encontra o Carahá, e o texto da Maria Eduarda possibilita ao espectador uma esperança de que um dia o rio seja limpo. 


O que são Planos Municipais de Mata Atlântica?

A Mata Atlântica é, atualmente, uma floresta inserida na realidade urbana. Ela foi o “ninho” para as maiores cidades do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Florianópolis. Vivem na Mata Atlântica quase 72% da população brasileira – mais de 145 milhões de habitantes em 3.429 municípios, segundo o IBGE.

A influência da Mata Atlântica está nas ações mais básicas do dia a dia. A qualidade do ar e da água, a regulação do clima e a saúde do solo dependem diretamente dos remanescentes desta floresta, que também é fonte de recursos e matérias-primas essenciais à economia do país, para atividades como a agricultura, a pesca, o turismo, a indústria e a geração de energia.
A Mata Atlântica é também uma das florestas mais ricas em biodiversidade no mundo. Ao longo do país, ela mostra diferentes feições – incluindo desde as formações de florestasaté ambientes associados, como restingas e manguezais – e é considerada um dos 34 hotspots mundiais – regiões do planeta de maior prioridade para a preservação. Essa floresta abriga cerca de 70% dos animais brasileiros ameaçados de extinção.
No entanto, a Mata perdeu quase toda a sua cobertura original ao longo da história do Brasil. Hoje, restam 8,5 % de remanescentes florestais acima de 100 hectares do que existia originalmente. Somados todos os fragmentos de floresta nativa acima de 3 hectares, temos atualmente 12,5%.
 O que são Planos Municipais de Mata Atlântica?
Conforme previsto em na Lei da Mata Atlântica (Lei nº 11.428/06, a Lei da Mata Atlântica), os municípios devem assumir sua parte na proteção dessa importante floresta através dos instrumentos de planejamento.
O principal deles é do Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica (PMMA), que reúne e normatiza os elementos necessários à proteção, conservação, recuperação e uso sustentável da Mata Atlântica. A elaboração e implementação do PMMA deverá ser efetivada em cada município desse Bioma pelas Prefeituras e Conselhos de Meio Ambiente (para saber se o seu município está inserido no domínio de Mata Atlântica conforme a Lei, consulte o Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica.
Mario Mantovani explica que o plano traz benefícios para a gestão ambiental e o planejamento do município. “Quando o município faz o mapeamento das áreas verdes e indica como elas serão administradas – por exemplo, se vão virar um parque ou uma área de proteção ambiental – fica muito mais fácil conduzir processos como o de licenciamento de empreendimentos. Além disso, é uma legislação que coloca o município muito mais próximo do cidadão, porque prevê um instrumento que deve ser elaborado, aprovado e acompanhado pelo Conselho de Meio Ambiente de cada município, e já que estamos falando em qualidade de vida, é fundamental trazer a sociedade para esta discussão”, destaca.
Vários resultados importantes para o Município podem derivar do PMMA, como:
- Estruturação do planejamento integrado no município;
- Mapeamento de áreas para fins de regularização fundiária, licenciamento e conservação de mananciais;
- Segurança jurídica com o cumprimento da Lei da Mata Atlântica, da LC 140/2011, e colaboração ao cumprimento do Código Florestal com apoio aos munícipes na inscrição no Cadastro Ambiental Rural e nos programas de regularização;
- implementação de um instrumento norteador e balizador para os Municípios que estão licenciando atividades e empreendimentos em seu território, em virtude da descentralização do licenciamento ambiental pelo órgão ambiental, assegurando igualmente maior segurança jurídica;
– planejamento do município para o enfrentamento dos efeitos adversos da mudança do clima utilizando os próprios ecossistemas da Mata Atlântica para ajudar as pessoas a se adaptarem às mudanças previstas;
- Mitigação de impactos à sociedade de eventos climáticos extremos (por exemplo: deslizamentos, enchentes etc.), na prevenção de ocupações;
- Valorização do Conselho de Meio Ambiente Municipal e operacionalização dos Fundos Municipais de Meio Ambiente;
- Possibilidade de apoio técnico e institucional para capacitação, elaboração e implementação do PMMA por meio das Secretarias estaduais e da Fundação SOS Mata Atlântica; etc.

A atuação da Fundação com os Planos Municipais de Mata Atlântica
A SOS Mata Atlântica acompanha e apoia de perto os municípios que tomam a iniciativa de elaborar seus Planos de Mata Atlântica. Essa atuação inclui ações como o fomento e acompanhamento de projetos de mobilização e capacitação para elaboração dos PMMAs nas diferentes regiões da Mata Atlântica; apoio a municípios interessados em produzir os Planos; suporte ao aprimoramento metodológico de elaboração e implementação destes documentos, divulgação de materiais didáticos e notícias sobre os Planos, etc.
A SOS Mata Atlântica trabalha junto aos governos estaduais pela formulação de uma agenda que possa transferir conhecimentos técnicos necessários ao planejamento integrado participativo, que componha na gestão ambiental dos municípios o PMMA como instrumento articulador de políticas setoriais a serem realizadas no município, em cooperação entre as duas esferas de governo.
Nos municípios coopera na sensibilização de prefeitos e equipes técnicas para definição de planos de trabalho para elaboração dos PMMA, oferecendo material técnico de referência.  E na mobilização dos Conselhos de Meio Ambiente para que, além de aprovar o documento, conforme a Lei, possam realizar a Consulta Pública de Percepção Ambiental elaborada pela Fundação e Instituto Paulo Montenegro, como instrumento de apoio para definição de políticas públicas prioritárias para a gestão ambiental do município, entre elas o PMMA.



Fonte: SOS Mata Atlântica

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Questionário sobre Percepção Ambiental é lançado em Lages


 

A Fundação SOS Mata Atlântica e Instituto Paulo Montenegro lançaram a Consulta Pública de Percepção Ambiental. O objetivo é apoiar e fortalecer as ações dos Conselhos Municipais de Meio Ambiente, Organizações Públicas e Sociais, bem como qualquer outro grupo organizado que, com a realização da Consulta Pública de Percepção Ambiental em seu município, poderá identificar suas deficiências e potencialidades nos temas abordados dentro da área de Meio Ambiente.

A importância da pesquisa em percepção ambiental para o planejamento do ambiente foi ressaltada pela UNESCO já em 1973, no Programa o Homem e a Biosfera (MAB – Man and the Biosphere Programme). Para atingir seus objetivos, o Programa MAB adotou uma abordagem ecológica integrada para as suas atividades de investigação e formação, centrada em torno de catorze grandes temas, e projetada para a solução de problemas concretos de gestão nos diferentes tipos de ecossistemas.

A Consulta Pública de Percepção Ambiental permite coletar dados que indiquem como as pessoas percebem o município onde vivem, sob a perspectiva ambiental, mapear tendências, problemas e possibilidades de soluções. Ao mesmo tempo, possibilita o compartilhamento de informações, a partir de uma metodologia que promove a participação e a mobilização social, e proporciona momentos de reflexão sobre as influências do meio ambiente na qualidade de vida da população (SOS Mata Atlântica).

Assim, tendo em vista que o Município de Lages está elaborando o Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica, e também iniciará o Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, que são dois documentos importantes para o planejamento ambiental do município, a Secretaria do Meio Ambiente de Lages em parceria com a SOS Mata Atlântica lança esse questionário de Percepção Ambiental para que os Lageanos possam apresentar seus anseios, preocupações e sugestões na área de Meio Ambiente.

Participe! Acesse o questionário e responda!

Clique aqui e acesse o questionário